daniel maior
escritor
BRA – salvador
tabuleiro da bahia
Baiano não nasce – estréia, já disse Nizan. Estréia porque tem no sangue a herança africana da capoeira de Angola e do samba de roda; porque tem a benção do Senhor do Bonfim e também a de Yemanjá; porque tem o mar – que não faz distinção de cor – pra se banhar e renovar as energias.
Aqui estrearam Caetano, João e Ary – todos Amados; Bel, Cravo e Ubaldo; ‘seu’ Zé, tia Maria e Verger, que por aqui não nasceu, mas se apaixonou ao desembarcar e nunca mais conseguiu sair pra outras bandas. De Cabral a Durvalino, somos todos filhos da Bahia, mãe do Brasil. Não é à toa que, para nós, todo mundo é “meu rei”. E não é só em fevereiro…
E como um rei, cá estou, numa praia quase deserta, à sombra de um coqueiro, com algumas folhas de papel na mão, uma caneta na outra, o vento no rosto e um monte de idéias na cabeça. Num cenário quase utópico pra muita gente, mas rotineiro pro baiano, me ponho a escrever para a edição de estréia do Tabuleiro – apelido carinhoso da nossa recém nascida revista digital (uma dessas manias típicas de baiano).
E falar em tabuleiro traz logo à tona a imagem da baiana de acarajé, com cocadas, abarás, bolinhos de estudante e passarinhas. Essa diversidade está presente também em nosso Tabuleiro – arte, gente, cultura, alegria, reflexão e tudo mais. Mas nunca se ouviu falar de uma baiana de acarajé sem pimenta, especiaria secular que tempera não apenas os famosos quitutes, mas que também está presente no espírito ousado e criativo do baiano.
Por isso tudo é que baiano não nasce – estréia. E o Tabuleiro estréia apimentado, pra unir, divertir, fazer pensar e, claro, temperar o dia a dia de cada um de nós.
Axé!
No tabuleiro da baiana
No tabuleiro da baiana tem
Vatapá, caruru, mungunzá, tem umbu
Pra Ioiô
Se eu pedir você me dá
O seu coração, seu amor
De Iaiá
No coração da baiana também tem
Sedução, canjerê, candomblé, ilusão
Pra você
Juro por Deus, pelo Senhor do Bonfim
Quero você baianinha inteirinha pra mim
Mas depois, o que será de nós dois
Seu amor é tão cruel, enganador
Tudo já fiz, fui até um canjerê
Pra ser feliz, meus trapinhos juntar com você
Mas depois, vai ser mais uma ilusão
No amor quem governa é o coração
Ari Barroso











Conheci em uma participação como voluntario na JAB, aprendi à admiriar, inteligente sem arrogancias, humilde com postura e opiniões fortes e marcantes, carismático com todos sem distinção… distinção com quem faz acepção de pessoas. espontaneo sem artificialidades quiz ser redundante mesmo., o natural dele cativa. na palestra em 10/08/09; após 2 anos o reevi, feito para Garotos, Jovens, Adultos, todos, enfatizei dizendo ao mesmo “vc por vc , naturalmente, será a melhor palestra de todos os tempos que a Junior proporcionará (pois falei antes da palestra)”; confirmado depois por todos.
Abraços meu amigo (permita-me considerar assim)