um domingo diferente
Partimos então para nossa aventura em família de carro – para os que preferem um passeio diferente, sugiro pegar o trem na Estação da Calçada ou ir de barco fazendo a travessia Ribeira x Plataforma - seguimos pela Av. San Martin sentido Av. Suburbana. No começo da avenida mais precisamente na Baixa do Fiscal, nos deparamos com a Feira do Rolo, uma feira muito antiga, onde é possível se encontrar de tudo, desde frutas e verduras a objetos usados, como por exemplo, peças para bicicletas, roupas, sapatos, aparelhos de telefone, antenas para tv, etc. Pegamos o trânsito lento por conta das bancas e barracas montadas ao longo do retorno onde incia a Av. Suburbana, além, da movimentação dos frequentadores da Feira. Mais adiante, passamos pelo lugar outrora conhecido como Bairro de Alagados ( esse nome porque os casebres eram erguidos sob palafitas para que a água do mar não invadisse os barracos ), a entrada para o Parque de São Bartolomeu logo foi avistada, uma reserva ambiental, frequentada pelos moradores e visitantes nos anos 70/80. Hoje, completamente abandonado, uma pena.
O dia é de sol e podemos contemplar uma vista bonita da Baía de Todos os Santos, a linha férrea onde o trem faz o trecho Calçada x Subúrbio. Chegando ao Bom Preço contornamos e entramos no bairro de Plataforma e para nossa supresa, nos deparamos com uma festa realizada em homenagem à São Brás. Uma verdadeira lavagem, baianas com seus potes de água de cheiro, carroças, homens travestidos de mulheres, trio elétrico e banho de mangueira, a criançada se divertia. Devido as ruas estreitas paramos o carro e aproveitamos para observar a festa e nos divertimos também com a alegria dos participantes, estávamos tão entretidos com o inesperado até que nossas barrigas sinalizaram o por que estavámos ali. Seguimos paralelo a linha férra, três minutos mais tarde chegamos ao final de linha de Plataforma. Identificamos o Restuarante pelo burburinho causado pela concentração de pessoas que aguardam do lado de fora uma mesa. Enquanto espera, pode-se colocar mesas e cadeiras do lado de fora, pedir uma cerveja bem gelada e beliscar uma agulhinha frita, depois claro de colocar seu nome na lista que é organizada pelo próprio Boca de Galinha (apelido do dono do restaurante – daí o nome do estabelecimento) crianças e idosos têm prioridade.
Receptividade é marca registrada da casa. Já acomodados podemos desfrutar de uma vista privilegiada para a Baía de Todos os Santos e para o bairro da Ribeira. Se você tiver sorte como eu poderá contemplar a passagem do trem bem próximo, a tremedeira é geral e a visão inusitada por não fazer parte do nosso dia-a-dia, já que o trem atende apenas o Subúrbio de Salvador. O garçon vai até a mesa e nos entrega o cardápio, que nada mais é do que um caderno pequeno de arame, com as anotações das opções de pratos do dia. De entrada minha preferência é pela casquinha de siri, hum!!!! maravilhosa!! Pedimos então a tal moqueca de camarão, que acompanha arroz, caruru, pirão e feijão fradinho, tudo muito gostoso, o suficiente para 4 pessoas que comem bem.













Adorei a idéia, minha amiga Graça que mora em Salvador me falou e eu vim pesquisar na inter. Vou a Salvador final de julho e boca de galinha é a minha pedida.
Merci, maria