Jenner Augusto,
Estes dias, folheando alguns jornais passados, me deparei com uma arte que me chamou a atenção. O meu conhecimento sobre técnicas e histórias de artistas, não passa de observar uma arte e perceber que me passa algum sentimento, alguma lembrança, coisas assim.
A obra Flagelados de Jenner Augusto, me tocou profundamente, talvez por estar em contato diariamente com pessoas de rua – mesmo através do vidro do carro – talvez por assistir os noticiários que estampam a seca do Nordeste. Mesmo triste, o tema escolhido pelo artista, a obra tem uma beleza, um movimento. Traços que se desmancham, mas ao mesmo tempo, se tornam fortes pelas expressões e olhares dos retratados. Lindo. Poético.

Existe uma série do pintor intitulada Alagados, mais conhecida do público que aprecia arte. Esta fase foi concebida mais ou menos na metade da década de 50 e inspirou até Carlos Drumond de Andrade:
” Jenner Augusto sob o céu de chumbo / Sob o céu violeta / Lê o horóscopo das criaturas / Que nos Alagados / Morrem sem viver”
- Poema homônimo.
O próprio Jenner Augusto falou do seu sentimento nesta fase, dizendo que “buscava um lugar que fosse menos proclamado pelo turismo, algo que me permitisse descobrir uma linha que eu procurava, que era uma linha de horizontes” – disse.
Outra Obra magnífica, é o quadro Usina-da-Preguiça”, que revela sua inspiração na paisagem urbana de Salvador.

Jenner Augusto da Silveira (Aracaju, 11 de novembro de 1924 — Salvador, 2 de março de 2003) foi um pintor brasileiro. Realizou sua primeira exposição individual no Rio de Janeiro em 1950, época em que conheceu Portinari. Em 1956, conquistou Medalha de Ouro no VI Salão Baiano de Belas Artes. Em 1963, recebeu o grande prêmio de pintura do III Salão de Artes Plásticas do Rio Grande do Sul. Em 1965 realizou sua primeira exposição individual em São Paulo, na Galeria Astréia.
Autor: Salete Maso
Fonte de Pesquisa: Jornal A Tarde e Wikipedia









