O Lançamento da Semana Cultural Portugal Salvador, foi magnífico. O espaço, Hotel Pestana Convento do Carmo, pertencente ao Grupo Pestana, dispensa elogios. Um vinho de sabor suave e ao mesmo tempo marcante, Adega Cooperativa de Borba, foi um dos apoiadores do evento e claro, nos brindou com o seu sabor durante a festa.
Artistas como Edgar Oliva, Sérgio Rabinovitz e Bel Borba - este aliás, assina o rótulo desta edição do Vinho Borba – foram alguns dos homenageados presentes na festa, que contou com a presença de Lazzo Matumbi, a primeira dama Fátima Mendonça, entre outros.
Este evento, marca o início de uma série de acontecimentos para fortalecer o intercâmbio Cultural entre Portugal e Salvador, compromisso assumido entre a Prefeitura de Salvador e Portugal, muito bem levado adiante e com competência pelo Instituto Cultural Lusófono, sediado em Salvador. Infelizmente, ainda hoje, a cultura é muito pouco apoiada pelos empresários, governo e sociedade. Em um evento de tamanha importância poucas foram as marcas que entraram com o apoio e patrocínio na intenção de levar o projeto adiante. Menos ainda as marcas brasileiras marcaram presença.
Com toda a certeza, Salvador tem muito a ganhar em manter intercâmbio cultural com quaisquer países, pois necessitamos enriquecer o nosso conhecimento, abrir os nossos horizontes e conhecer novos artistas e seus trabalhos. Imagine Portugal, país este, que fala tanto dos brasileiros através dos seus casarios, azulejos isso sem falar na forte influência gastronômica que sofremos nos nossos pratos. Com certeza, os outros países têm muito a ganhar com a presença dos nossos artistas, da nossa gastronomia tão deliciosamente misturada com tantas outras iguarias vindas de todos os cantos do mundo e que generosamente aceitamos em nossos pratos. Esta troca de conhecimentos e sabedorias já deveria estar sendo mantida ha muito tempo, a exemplo de tantos outros intercâmbios que já são mantidos em outros espaços, outros eventos.
Temos todos que assumir uma postura mais reponsável, não apenas reclamar que as coisas não são feitas, mas agir para que as coisas sejam feitas. Agir para levar cultura para os locais mais distantes, mostrar a nossa arte, a nossa sabedoria, a nossa história. Sim, a nossa história, antes que ela se perca. Pois os jovens hoje já não conhecem mais a história do seu País, do nosso País. E como saberão contar a deles? Será que vai existir algum azulejo em pé para contar? Será que eles vão saber diferir um azulejo português, que tão bravamente resiste nas paredes dos antigos casarões do Centro Histórico de um azulejo pintado pelo artista de rua em apenas alguns minutos?
E os empresários, o que têm a dizer sobre isto? Ah, esqueci! Estão preocupados com a crise e os incentivos do governo que ainda não saíram.
Vamos minha gente, vamos parar de reclamar e arregaçar as mangas para fazer a cultura acontecer e a melhor forma de fazer isto, é abrindo as mãos para apoiar eventos com propósitos de disseminar a cultura. Pois o SACCHARUMBA está chegando.
Autor: Salete Maso
Assista no link abaixo, entrevista concedido pelo Cônsul de Portugal na Bahia, à Produtora Maso Image Concept.









